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Educação a Distância (EAD) & e-Learning

Auto Date Quarta-feira, 11/07/2007 às 21:13, por Rafael

Essa é uma área da Educação que ainda sofre muitos preconceitos, apesar de toda nova infra-estrutura que, principalmente, a tecnologia nos trouxe. A Educação a Distância (EAD) ou e-Learning (quando se usa meios eletrônicos para tal fim), é uma boa opção para diversos alunos que não têm como se locomover à escola, por exemplo, ou podem apenas estudar sem hora pré-determinada.

Há inúmeras opções de cursos a distância, desde supletivos a programas de pós-graduação. Algumas empresas já estão nessa área há anos. Vantagens não faltam para quem pretende cursar este tipo de programa. Alguns possuem apenas provas presenciais, outros, pouquíssimas aulas em que a presença do aluno se faz necessária.

Mas os objetivos são mesmo oferecer os melhores conteúdos a todos os interessados, de qualquer lugar, com a maior comodidade. Para isso, esses programas contam com tira-dúvidas online, por correspondência, por telefone, ou mesmo pessoalmente.

Quem vê nesse tipo de educação uma ótima maneira de se tornar um profissional capacitado são os deficientes físicos. Vi na televisão outro dia uma reportagem que tratava justamente sobre eles. Aqueles que não podem andar e não têm como pedir para que alguém os leve e traga de um centro de ensino, pode tomar aulas em casa, ler e tirar dúvidas quase que simultaneamente.

Alguns vêem neste método de ensino o futuro da educação, e é fundamental que o futuro professor esteja por dentro desta imensa gama de possibilidades que cada vez mais a tecnologia e a globalização nos proporcionam.

No Brasil, o Telecurso 2000, da FRM, e o Instituto Universal Brasileiro, por exemplo, são uns dos mais antigos e respeitados programas de EAD. No Estado do Rio, o Cederj vem ganhando força e se mostrando um exemplo na área. O portal da Secretária de Educação a Distância (SEED) trata amplamente do assunto. Lá, você poderá obter informações sobre instituições, entre outros tipos de dados. Podemos, então, perceber que o MEC também apóia e incentiva a EAD, pela própria vontade do governo de promover a inclusão digital por todo o país e pela SEED.

Este artigo poderia seguir por inúmeros parágrafos, mas isso seria inviável, por isso, já que o site Futuro Professor propõe abrir discussões sobre esses assuntos, peço a todos que participem escrevendo o que acham ou não vantagem em se fazer um curso a distância. Se conhecerem instituições que trabalhem com isso, sintam-se à vontade para indicá-las.

Quando as discussões e opiniões ganharem força nos comentários do artigo, farei um quadro das vantagens e desvantagens listadas por nossos leitores, para facilitar a leitura e a comparação.

Mais informações no próprio site do Futuro Professor: Pesquisa aponta que computador não influencia o desempenho do aluno; Deixe que seus sites favoritos venham até você; Cowboy: inclusão digital; Projeto “Um Computador por Aluno”: inclusão digital à vista?

Abaixo seguem alguns links interessantes sobre o assunto:

Universidade Aberta Brasil

SEEDnet

E-Learning Brasil - Congresso 2007

SENAI

8 Respostas para “Educação a Distância (EAD) & e-Learning”

  1. #1 Ricardo Righetto:
    13/07/07 às 11:01

    Rafael, concordo com todos os pontos positivos que você citou. Entretanto, na minha opinião, acho que uma aula virtual, seja ela como for, síncrona (conferência entre o educador e os estudantes) ou assíncrona (conteúdo disponibilizado para consulta), não chega a desbancar uma boa aula presencial. Não só pela aula em si, na qual há oportunidade de se expor dúvidas e opiniões pessoalmente, situação em que se pode exercer a capacidade de articular idéias e chocar-se com outros pontos de vista, mas também pelo ambiente que uma escola/faculdade deve proporcionar a seus participantes, com a possibilidade de se estabelecer laços de afinidade (profissional e pessoal) e vivenciar situações de amadurecimento, especialmente quando se trata de crianças e adolescentes.
    Em suma, o ensino à distância abre novas oportunidades e possibilidades, principalmente para quem não tinha condições físicas (incluindo horário) de frequentar um curso, seja ele qual for; mas é de uma frieza incomparável à de uma educação tradicional.

    Outro dia vi uma charge, não me lembro de quem, que casa perfeitamente com meu ponto de vista:

    ” -Quando não havia e-mail, internet, celular, como as pessoas se comunicavam?

    -Não se comunicavam, se falavam. “

  2. #2 Rafael:
    14/07/07 às 18:00

    Pois é, Ricardo, esse é uma problema sério. Nada substitui a presença física de algo ou alguém, como uma escola ou um professor. Nos dias de hoje, em que todos se relacionam com todos, mas sem contato, assim como ocorre no Orkut, 2nd Life etc, esse é um tema que merece atenção. Há alunos que aprendem melhor ouvindo, outros, vendo, alguns têm um bom aprendizado apenas ao ler sobre o assunto. Para estes, por exemplo, sem dúvida nenhuma que uma EAD é um bom negócio; mas para aqueles, fica um pouco mais complicado. Como você comentou, a conferência é o mais próximo que uma EAD pode ter com seu aluno. Contudo, vale lembrar, que algumas escolas oferecem aulas presenciais uma ou duas vezes na semana, para tentar evitar esse tipo de problema. Ainda não é o mais perfeito, em relação humana, mas são os efeitos negativos/positivos (?) da tecnologia na sociedade.

  3. #3 André:
    16/07/07 às 10:06

    Também fico com um pé atrás, principalmente por colocarem EAD como o “futuro da educação”. Creio que as tecnologias podem e devem, claro, ser utilizadas para contribuir na educação, de forma concreta. Mas, do lado prático, vejo problemas e pontos a se atentar: se hoje temos milhares de faculdades de péssima qualidade (conhecidas popularmente como “caça-níquel”), imagine o comércio de péssimos diplomas que viria com uma expansão desenfreada (anunciada como desejo do governo do Estado de SP, por exemplo) de vagas na EAD sem processos de qualidade? E meu lado mais tradicionalista e humano concorda mais ainda com o Ricardo: parece que estamos caminhando para um desmantelamento das relações pessoais, sociais, que ensinam mais do que qualquer série de slides. Ainda creio que aulas presenciais, com complementação tecnológica, são um caminho mais sensato do uso de tecnologias na educação.

  4. #4 Fátima Franco:
    28/07/07 às 21:11

    Oi, André:
    eu só vejo vantagens. Já fiz até uma pós em EAD, à distância e não vejo a hora do MEC liberar os doutorados também.É que acho um absurdo a gente ainda ter que se submeter a horários rígidos, viagens, etc.
    Tomei a liberdade de indicar seu blog para o Prêmio Blog com Tomates. Espero que aceite. As informações e seu link estão lá no Leitura.
    Abs e bom domingo.

  5. #5 Debora:
    30/07/07 às 14:09

    Acredito que a EAD não seja ainda adequada ao perfil geral. No meu caso, não consigo fazer nenhum curso a distância porque preciso de horários rígidos e professor marcando falta na hora da chamada, do contrário, prefiro ver uma novela. hehehehe… Por isso não acredito que esse seja o “futuro”, como muitos pregam, mas uma opção que está se aperfeiçoando. Que as opções sejam bem-vindas!

  6. #6 Nivaldo P. de BH MG.:
    14/12/07 às 07:40

    Bom dia! Estou para aderir a uma instituição de ensino a distância, na verdade gostaria de mais opinião e dados concretos sobre esta forma de educação. Estou ainda com dúvidas, mas penso ser uma ótima opção principalmente para a comunidade mais carente, ate de certa forma exlcuida. Estou com 40 anos depois de 20 anos estou decidido a me graduar, de qualquer forma acredito nesta opção de ensino, mas necessito por favor de mais dados e opiniões a respeito, vantagens e desvantagens. obrigado.

  7. #7 Fer:
    18/12/07 às 20:01

    Há um certo temor por parte de todos nós com relação ao novo, à descoberta, etc. Porém, nada mais saudável que a discussão para tirar nossas dúvidas e nos ajudar a formular uma idéia básica sobre qualquer coisa. A EaD é bem velhinha, porém o e-Learning nem tanto. No Brasil, se não me engano, faz menos de 10 anos que existe. Porém, em Países como EUA, já existe até Legislação específica para o assunto. Pensarmos que a educação tradicional seja 100% eficaz e eficiente, é tolice, no meu ponto de vista. E pensarmos que a EaD irá substituir aquela educação, também é tolice. Devemos buscar um equilíbrio entre as duas. Não se pode negar a eficiência de muitos cursos ministrados em EaD. Aí entra a qualidade dos Cursos e Instituições. Quando o curso é totalmente online, sem atividades nem aulas presenciais, em minha opinião, é bom desconfiar se não se trata de um “caça níquel”, como foi falado. Porém, o aluno da EaD tem características bem próprias e diferentes, vamos dizer, do aluno tradicional. Enquanto este deixa pra estudar às vésperas da prova, na maioria das vezes, aquele tem de acompanhar o ritmo do curso, senão “desanda” tudo. Tem de ter horário certo para estudar, não deixando acumular conteúdo nem dúvidas. Tem de se auto-disciplinar, o que é bem difícil, vale salientar. Mas, tudo é questão de querer. Quando se tem força de vontade, seja presencialmente ou por computador, consegue-se. E, para muitos que não têm oportunidade de estar horas num banco de faculdade, com certeza a EaD é a melhor opção. Essa é minha opinião. Tudo de bom para todos.

  8. #8 Maria Beatriz Borges:
    18/02/08 às 21:00

    Olá! Estou realizando uma pesquisa sobre as opções de cursos via e-learning para deficientes fisicos de forma a inserí-lo no mercado de trabalho.
    Alguém conseguiria me orientar sobre as opções de cursos existentes hoje no Brasil, aos portadores de deficiencia fisica ? Se existem, quais as entidades especializadas que oportunizam esses cursos, quais os tipos de cursos existentes e o valor de cada curso por aluno. Tenho urgencia na colheita dessas informações. Quem tiver alguma informação e não se importar em me disponibillizar, por favor, ficarei grata ao receber dicas. O nosso propósito é bastante efetivo e apoiará e muito a classe de trabalho dos deficientes.
    Grata
    Maria Beatriz Borges
    Sócia-Diretora
    Interlaken Executive Search
    beatriz.borges@interlakenexecutive.com.br

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