Balanço do Saeb sacode a educação brasileira

Recentemente, o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) apresentou, através do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), um balanço das provas aplicadas a alunos de escolas públicas e privadas de todo o Brasil desde 1995.
Este teste de desempenho é feito com alunos da quarta e oitava séries do Ensino Fundamental e terceira série do Ensino Médio. Os resultados estão divididos por estados e regiões, podendo assim, traçar de forma fiel a situação do ensino brasileiro.
As médias das notas, que variam de zero a 500, se comparadas com as de 1995, mostram uma queda significativa no desempenho desses alunos. Por exemplo: em 1995, as médias dos alunos do terceiro ano do Ensino Médio em Português era de 290.0, em 2005, essa média caiu para 257.6.
Contudo, como se pode ver na tabela (em “.pdf”), as médias dos alunos da quarta série do Ensino Fundamental vêm aumentando desde 2001. Esta é uma boa indicação e dá a esperança de que esses mesmos alunos consigam uma melhoria no desempenho daqui a quatro anos na oitava série. Reynaldo Fernandes, presidente do Inep, diz que
“temos de repetir essa onda de 2003, de 2005″.
Para incentivar a melhoria do ensino nos próximos anos, uma das medidas é o Fundeb que, de acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, destinará R$ 5 bilhões para os estados que apresentarem pior desempenho.
Há outras ações que visam a melhoria do ensino nos próximos anos, como mostra a matéria de Ana Guimarães Rosa e Flavia Nery, no site do MEC:
“(…)a distribuição de livros didáticos para o ensino médio e a formação de professores pelo sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) − também devem melhorar a aprendizagem no ensino médio, aposta Haddad. A implantação de laboratórios de informática em todas as escolas de ensino médio da rede pública até abril deste ano é outra iniciativa do MEC para garantir melhor rendimento dos estudantes.”
De qualquer forma, o balanço fornecido pelo Saeb serve para mostrar a todos o bom ou mau desenvolvimento da educação brasileira. Agora, falta esperar que as medidas necessárias sejam tomadas e que, no próximo teste, vejamos melhorias nos resultados da prova.
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O Fundeb, aliás, deve ser abordado aqui em breve.