A educação no segundo governo Lula

Um assunto que têm sido recorrente quando se trata de educação no Brasil é como será tratada a educação no segundo governo de Lula. Como já defendi em discussão com a Débora - que acreditava que Marta Suplicy assumiria o Ministério da Educação - havia sinais de que o presidente não iria inserir o ministério de educação no “câmbio político” de cargos (que ocorre em função da troca de apoio para composição de uma base aliada capaz de aprovar as medidas que o governo deseja). De fato, o Ministério deve ser mantido nas mãos de Fernando Haddad.
Lula definiu a educação como prioridade do novo governo. Em um discurso improvisado em São José dos Campos, o presidente afirmou:
“Eu estou convencido de que nós precisamos fazer uma revolução conceitual na questão da educação brasileira (…) Eu penso que está na hora de a gente fazer uma reversão nessa discussão, que não é uma discussão do governo. Eu disse para o Fernando Haddad nesta semana: a discussão sobre educação não vai ser do governo. O governo pode fazer um esboço, mas nós temos que envolver a sociedade para que a gente forme uma cumplicidade nacional (…) em que a gente possa garantir a oportunidade de a criança não ir para a escola, no ensino fundamental, atrás de uma merenda escolar, mas ir porque a escola é uma coisa prazerosa e, na escola, ela tem o interesse de aprender.
Esse é um desafio da sociedade para uma futura geração. Nós temos o compromisso de não permitir que continuem se acumulando os erros cometidos nesses últimos 30 anos, porque esses jovens que estão aí são o resultado do descaso das últimas três décadas. Eu, pelo menos, quero dar a contribuição para que, daqui a 10 anos, alguém possa, nesta tribuna, fazer o reconhecimento de que, a partir de um determinado momento, o Brasil resolveu parar e cuidar dos seus.”
Saindo do discurso, as propostas do Plano de Desenvolvimento da Educação, apelidado pela mídia de “PAC” da Educação, em referência ao Programa de Aceleração do Crescimento, ainda estão por ser anunciadas, e assim que o forem, serão discutidas aqui. O que já foi antecipado pelo ministro parece ter sido aprovado pela maioria dos educadores. Está previsto um investimento de 8 bilhões de reais.
O descaso com a educação do nosso país - em essencial a educação básica - nos últimos governos levou a uma situação que não pode ser mais prorrogada. O problema está aí, todos conhecem - e já estava aí em 2002, quando Lula assumiu o primeiro mandato. Agora nos resta esperar que nestes quatro anos possamos ver o ínicio das mudanças necessárias para a melhoria desse pilar de sustentação de toda a sociedade: a educação.
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Só uma coisa: fico feliz em saber que nosso presidente está convencido da necessidade de uma revolução na educação. Ufa… antes tarde do que nunca.